Quarta-feira, Janeiro 27, 2010

Dia especial

Hoje é dia de celebrar. Há dois anos nasciam, às 22 horas e 31 minutos e às 22 horas e 32 minutos, Bianca e Bruna, as nossas princesas. Dois anos depois, acordaram hoje cedo como que dizendo "ei, aqui estamos"! Só resta agradecer a Deus.






Terça-feira, Janeiro 26, 2010

O perdão

Recebi o texto abaixo de um amigo desconhecido, assim como desconhecido é o seu autor. Com a devida vénia, aqui o reproduzo.


Um rapaz ia muito mal na escola. Suas notas e o comportamento eram uma decepção para seus pais que sonhavam em vê-lo formado e bem sucedido.

Um belo dia, o bom pai lhe propôs um acordo:

- Se você, meu filho, mudar o comportamento, se dedicar aos estudos e conseguir ser aprovado no vestibular de Medicina, lhe darei um carro de presente.

Por causa do carro, o rapaz mudou da água para o vinho. Passou a estudar como nunca e ter um comportamento exemplar. O pai estava feliz, mas tinha uma preocupação. Sabia que a mudança do rapaz não era fruto de uma conversa sincera, mas apenas do interesse de obter um automóvel.

Isso era ruim. O rapaz seguia seus estudos e aguardava o resultado dos seus esforços. Assim, o grande dia chegou. Fora aprovado no vestibular. Como havia prometido, o pai convidou a família e os amigos para uma festa de comemoração. O rapaz abriu emocionado o pacote. Para sua surpresa, o presente era uma Bíblia. O rapaz ficou visivelmente decepcionado e nada disse.

A partir daquele dia, a distância e o silêncio separaram pai e filho. O jovem sentia-se traído e agora lutava por sua independência.

Deixou a casa dos pais e foi morar no Campus Universitário. Raramente mandava notícias à família. O tempo foi passando e ele se formou, conseguiu um emprego num bom hospital e se esqueceu completamente do pai.

Todas as tentativas do pai para reatar os laços foram em vão. Até que, num dia o velho, muito triste com a situação, não resistiu. Faleceu. No enterro, a mãe entregou ao filho a Bíblia, que tinha sido o último presente do pai.

De volta à sua casa, o rapaz que nunca perdoara o pai, quando colocou a Bíblia numa estante, notou que havia um envelope dentro dela. Ao abri-lo, encontrou uma carta e um cheque.

A carta dizia: "Meu filho, sei o quanto você deseja ter um carro. Eu prometi e aqui está o cheque para você, escolha aquele que mais lhe agradar. No entanto, fiz questão de lhe dar um presente ainda melhor, a Bíblia sagrada. Nela aprenderás o amor de Deus e a fazer o bem, não pelo prazer da recompensa, mas pela gratidão e pelo dever de consciência".

Como é triste a vida dos que não sabem perdoar. Isto leva a erros terríveis e a um fim ainda pior. Antes que seja tarde, perdoe aquele a quem você pensa ter lhe feito mal. Talvez se olhar com cuidado, você irá ver que há também, um "cheque escondido" em todas as adversidades da vida.

Quinta-feira, Janeiro 07, 2010

Fascinante natureza







Quatro vistas extraordinárias da natureza. As duas primeiras, desde a Praia de Quebra Canela, no dia 1 de Janeiro de 2010, às 18,30. As outras duas, no dia 31 de Dezembro de 2009, às 23 horas.

Quinta-feira, Dezembro 31, 2009

Conceitos e conceitos

Nas semanas que antecederam o Natal li em vários posts e ouvi diversos comentários sobre o facto das pessoas gastarem muito dinheiro em presentes a propósito de algo inexistente, segundo os seus autores - o nascimento de Jesus. Alguns foram mais longe e criticaram escolas, jardins infantis e igrejas por ensinaram músicas sobre Jesus, paz, harmonia, etc.

Na altura, lamentei esses comentários porque, baseados em argumentos anti-Jesus, que nesta era pós-moderna rendem aplausos, comentários bombásticos nos blogues, títulos de intelectuais e até Prémio Nobel de Literatura, criticaram, na prática, a comercialização do nascimento de Jesus que se transformou em Natal. Eu, que comemoro o nascimento de Jesus, curiosamente, sou o primeiro a criticar a comercialização desta efeméride porque ofende o próprio aniversariante, para usar este termo.

O capitalismo mudou, por completo, a essência desta comemoração e no-la vende hoje embrulhada em papéis de lindas cores, árvores as mais variadas (até com neve em Cabo Verde), guloseimas preparadas a propósito e um sem-número de eventos que nos remetem para tudo, menos para a essência do Natal. Assusta-me cada vez mais esse desvio.
Vamos em frente. Ontem, assisti a várias reportagens na RCV e na TCV sobre os preparativos para as festas de fim de ano e notei que a média de gastos apenas em roupa, sapatos e acessórios vai de 7 a 15 contos. Abro um parêntesis para dizer que os entrevistados não pertenciam à classe A, que tem poder de compra. Continuando, se a essa média acrescentarmos mais 3, 5 ou 7 contos para a compra dos bilhetes para os reveillons, esse montante dispara para números, pelo menos para mim, impossíveis de suportar.

Chegados a este ponto, não vi ainda nenhum post ou comentário criticando essas excentricidades que terminam, muita vezes, em arrependimentos, frustações (a comida acabou, não havia bebida, a música foi horrivel, são os comentários que ouvimos todo dia 1 de Janeiro) e muitas dívidas, a troco de 8 horas, no máximo, de alguma badalação. Não vi ninguém criticar por se gastar tanto em adultos (e não em crianças, como acontece por ocasião do Natal) que apenas querem dar vazão à sua folia. Com direito, claro, mas...

Me pergunto: será que sou contra as festas de fim de ano? Não, simplesmente fico parvo frente à inexistência de um linha de pensamento e conduta, aliada a desculpas esfarrapdas. Por outras palavras, são conceitos e conceitos.

Bom ano a todos!


Terça-feira, Dezembro 29, 2009

O mais importante

Assisti na noite de Natal, 24 de Dezembro, na Igreja do Nazareno da Praia, a uma das maiores obras sobre o Natal jamais presenciada. "Oração de Natal" foi a peça, conhecida em alguns meios por cantata, que, recorrendo ao teatro feito por amadores e à actuação do orfeão da Praia, atingiu o mais sublime da arte, em matéria de perfeição, e calou no mais profundo dos presentes com a verdadeira mensagem do Natal.

As palmas que teimavam em não parar no final da obra não podiam expressar o reconhecimento das centenas de pessoas presentes quem, extasiadas, olhavam para os protagonistas de tão bela noite como que dizendo: "vocês foram fantásticos!". Já assisti a muitas obras do género, principalmente nos Estados Unidos, mas a que presenciei na passada quinta-feira a todas superou, considerando o facto dos protagonistas serem amadores, do ponto de vista artístico.

A Directora da obra, Debby Jefferson, é uma profissional do canto e não deixou por mãos alheias a sua fama de perfeccionista. Durante 3 meses ensaiou o grupo de tal forma que, por momentos, ela mesma deve ter-se sentido como que estando a ouvir o mais famoso grupo de música gospel do mundo, o Tabernacle Choir, de Brooklin, a sua terra natal.

Foi bom demais, principalmente quando nesta época do ano a maioria das pessoas preocupa-se apenas com prendas, festas e gastos. Também gosto da época e me sinto bem nesta cultura ocidental, mas o equilíbrio é o segredo dos sábios e importa saber qual é o motivo do Natal.

Quinta-feira, Dezembro 24, 2009

Para ti

Quel país ...

Always awesome! No more comments...

Quarta-feira, Dezembro 16, 2009

A eterna espera

Termino hoje uma visita de alguns dias aos Estados Unidos cujo propósito foi, enquanto director da TCV, analisar juntamente com os comunicadores cabo-verdianos residentes nos estados de Massachussets e Rhode Island a possibilidade de uma maior aproximaçäo entre eles e a RTC. Acredito que facilmente será possível aumentar o fluxo de informaçäo entre os dois lados desta relaçäo, que deve deixar de ser platónica para ser prática e exequível de forma contínua. Caso isso näo aconteça, apenas se deve a essa fatalidade, que eu diria maldiçäo, a que nos entregamos de näo fazer e ficar apenas à espera.


Uma vez mais pude constatar a vontade de colegas e amantes da comunicaçäo social em fazer jornalismo e outros géneros de comunicaçäo para a comunidade com muito empenho e sacrificio. As dificuldades säo muitas, algumas quase inultrapassáveis, pelo menos à luz das estratégias agora adoptadas. Todos merecem o meu respeito.

No entanto, continua a causar-me alguma confusäo o facto de apesar de inseridos numa sociedade capitalista - a mais pura e dura com certeza - muitos cabo-verdianos continuarem a pensar e a agir como se estivessem em Cabo Verde, onde a carga de uma sociedade estatizada e dependente do Estado ainda é enrome. E calma aí que também fui emigrante.

Na verdade, é recorrente o discurso de "falta de apoios" que alguns reclamam do próprio Estado de Cabo Verde, quando a lógica da emigraçäo é precisamente o de rompimento com a dependência para a sobrevivência do país de onde se emigra. O emigrante sai porque näo dá para viver mais no seu país.

Sem pretender ensinar o padre a dar a missa, acredito que o emigrante deve assumir por inteiro o seu estatuto: emigrante, em relaçäo ao país de origem, e imigrante, em relaçäo ao país de acolhimento, inserindo-se neste e fazendo uso das oportunidades que encontra. Quanto ao que à comunicaçäo se refere, os medias na emigraçäo devem lutar por espaços e financiamentos onde eles se encontram, levando o mercado local a encontrar neles uma oportunidade de negócios. Também aqui os empreendedores nas comunidades emigradas teräo de passar pela escola do mercado capitalista.

Caso contrário continuamos na eterna espera de algo que ninguém sabe o que é.