quarta-feira, março 25, 2015

Era Março de 1991

 
Acreditar no impossível é um desafio que ultrapassa a nossa mortalidade e só um conhecimento profundo de Deus permite-nos apreender essa dimensão e activar o botão capaz de transformar o “impossível em possível”. Este processo está longe de ser um simples acto mecânico de passar a crer, mas exige um profundo mergulho na essência de Deus, que decorre de uma vivência com o Criador.

“Impossível, não podemos fazer  mais nada”, foi a sentença dada pelo cardiologista e pela pediatra que, em Março de 1991, tinham acabado de atender uma criança de menos de dois anos que dera entrada no dia anterior no Banco de Urgência do Hospital Agostinho Neto, na Praia. A criança tinha ingerido mais de 20 comprimidos de Lorenin, um remédio que o avô tomava para dormir e que distraidamente deixou em cima da mesa de jantar.

Aqueles especialistas tinham feito de tudo para tentar reverter a situação da criança que chegou a ter 30 convulsões por minuto, mas, de repente, se debateram com a "impossibilidade" de fazer mais. Era o fim da linha, do ponto de vista humano. O pai, que acompanhava a criança porque a mãe estava a estudar no exterior, foi avisado para preparar o pior, bem como a família presente.
 

Ante a impossibilidade humana, era hora de recorrer ao Deus do Impossível. Nesse momento, um homem, que tinha vivido várias experiências de cura divina, e outro colega decidiram ungir a criança no leito do hospital e pedir a intervenção divina. Por volta das 19 horas, a criança  acordado e começou a reagir. No dia seguinte, para espanto dos médicos, o menino regressou à casa são e salvo.

A criança era o meu sobrinho, Dárius Andrade Lima, filho da minha irmã Hulda e Humberto Lima. Hoje, quase a completar 26 anos, é médico e, por agora, está a fazer estágio precisamente no Hospital Agostinho Neto. Ele continua a servir ao Deus do impossível, mesmo usando a sua capacidade e formação humanas para curar pessoas.

O homem, que tinha tido muitas experiências de cura divina era o meu pai, Álvaro Barbosa Andrade, e o amigo, o também pastor Daniel de Barros, na altura a dirigir a Igreja do Nazareno da Praia.  "Ficaria o Dárius com sequelas?", foi a pergunta colocada ao meu pai que respondeu "Quando Deus cura, Ele cura definitivamente".

Eu assisti a tudo, continuo a crer no Deus do impossível e, por sua graça, estou aqui.

E você? Poderá exercitar a sua fé, também??!!

PS: Parte do livro "Miracle Done - Uma história de fé",  em produção.

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